Eva não é mais selvagem. Ela é a feminilidade original em sua versão mais lúcida, curiosa, criativa e elegante.
Este perfume retrata o exato momento em que Eva escolhe provar do fruto do conhecimento, trocando o silêncio do paraíso pela quietude de um bom livro.
O perfume abre com o estalo inicial da maçã verde, a faísca da curiosidade, o estalar do fruto que desperta os sentidos.
Logo, na evolução, essa maçã se transforma. Ela aquece e adoça no coração através de um acorde de chá de maçã quentinho. É aqui que a alma intelectual do perfume aparece, iluminada pela delicadeza sofisticada da peônia branca, a flor da inteligência.
Para complementar esse ritual, a base traz um aconchego, um acorde de marzipã que cheira como bolachinhas de maçã com amêndoas saindo do forno com um creme de baunilha por cima, quase gourmand e sutilmente viciante.
Assim como Eva teve coragem de ir contra as regras para buscar suas respostas, acredito que esse perfume também precisava romper com o comum. Ele não se encaixa nas famílias comerciais... eu o vejo como um Floral Infuso. É a união sutil entre o frescor limpo da peônia branca e a memória afetiva e quentinha do chá de maçã com marzipã.
Eva não é um perfume fresco, nem quente demais. É um cheiro morninho de primavera. Um lembrete olfativo para todas as Evas curiosas que têm a coragem de buscar suas próprias respostas.